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Como Allan Kardec define instinto e como utiliza-lo para nossa evolução

De maneiras inexplicáveis para a nossa atuação compreensão, tomamos decisões acertadas sem que a situação ainda não esteja totalmente clara para nós. Ou seja, com base no instinto, encontramos uma espécie de força interior para seguir por aquele caminho. Em outras palavras, uma energia ainda desconhecida do nosso interior é capaz de nos auxiliar nos momentos que consideramos mais difíceis, como nos explica Allan Kardec.

Como Allan Kardec define instinto

De acordo com Allan Kardec, em A Gênese, instinto é ‘a força oculta que impele os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em visto a sua conservação’. Em outras palavras, ‘o instinto é uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio’.

Mas os espíritos ressaltam que o instinto é uma constante em nossa vida. Entretanto ‘o homem o despreza’. Já em O Livro dos Espíritos, pergunta 75, o instinto é colocado além da concepção de conservação e preservação da nossa existência. ‘Ele sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a razão. nunca se transvia’.

Como fica a razão

De acordo com O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, a razão também não é infalível. Pois pode ser ‘falseada pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio‘.

Ou seja, muitas vezes, por mais que o nosso ser pulsa a favor de certo caminho no bem, optamos por outras estradas. E isso geralmente acontece quando estamos olhando de maneira imediata, confuso pelos sentimentos ligados a matéria.

A definição das palavras

O instinto tem uma ligação direta com o nosso interior, que inegavelmente acessa mais do que somente essa vida. A inteligência, esse raciocínio para o agir, está mais conectado com o nosso conhecimento na matéria, mais lógico.

Mas é necessário aceitarmos que não sabemos classificar de maneira correta todos os sentimentos e situações. Quantas vezes falamos ser amor o que não passa de uma paixão? Mas ao acreditar que paixão é amor, iremos acreditar que o amor também machuca, o que não é verdade.

Ou seja, não podemos confundir o instinto (que está ligado à voz silenciosa com bem, sem impulsos) aos desejos do nosso ser por obtenção rápida dos sonhos materiais.