Enquanto prepara ‘Nosso Lar 2’, diretor lança ‘A Menina Índigo’

FOLHA DA REGIÃO

A ‘geração índigo’, que vem sendo tratado com maior destaque a partir do final dos anos 90, aguçou o interesse do diretor e roteirista Wagner de Assis e o levou a produzir o filme “A Menina Índigo”. Assis foi o diretor responsável pela produção do filme-fenômeno “Nosso Lar”, lançado em 2010. Agora, abordando uma temática de relação familiar, ele traz o tema para as rodas de conversa com grande apelo e relevância.

“A menina índigo” traz a história de Sofia, aparentemente uma típica menina dos tempos atuais aos sete anos, que estuda em escola tradicional de uma cidade grande e tem seus pais separados. Depois de uma crise, Sofia decide não ir mais às aulas “porque já sabe toda a matéria”. Em dado momento, decide que quer morar com seu pai. É nesse momento que nasce a história do filme “A Menina Índigo”, que conta como essa menina modifica a vida não só de seus pais, mas de muitas outras pessoas.

A protagonista do filme é a atriz mirim Letícia Braga. Outros nomes presentes são Murilo Rosa, Fernanda Machado, Paulo Figueiredo, Eriberto Leão, Xuxa Lopes, Nizo Netto e Priscila Assum.

INTERESSE
Após a produção do filme “Nosso Lar”, o diretor conta que despertou ainda mais o interesse pelo assunto. “O assunto veio cercando a gente e nós sempre ficamos com radar ligado. Estávamos preparando a continuação do ‘Nosso Lar’, daí, me bateu a ideia de fazer algo que abordasse o tema índigo”, enfatiza o diretor, que gosta de chamar essas crianças como “nova geração”.

No desenvolver dos trabalhos, Assis conta que se deparou com inúmeros casos que se assemelham com a história que norteia o filme. “Foram vários casos de médicos que não fechavam diagnósticos. Pais que não sabiam lidar com esses filhos. Escolas despreparadas para conduzir esse ensinamento”, conta o diretor, que se mostra entusiasta da divulgação da causa.

Para ele, “as crianças exigem mais e a sociedade precisa oferecer esse anseio delas” e que essa nova geração “veio com intuito de mudar os padrões arcaicos do passado”.

Obra também traça um retrato da família atual 

No filme, Assis afirma que traz “um retrato de uma família dos dias de hoje, mas se expande para o Brasil”.

Declarou ele: “Quando a menina diz que vai curar o pai, ela retrata o lado da busca da espiritualidade, a renovação dos conceitos do lar”. Segundo ele, a “catarse” do filme é a convivência entre gerações.

“Quando Allan Kardec fala no livro ‘A Gênese’ sobre uma nova geração, ele está descrevendo essa nossa era que estamos lidando”, especifica o diretor e roteirista, que já prepara um longa sobre a vida do médico francês e codificador da doutrina espírita Allan Kardec, com previsão de inicio das gravações para janeiro de 2018.

DIÁLOGO
“Estamos tentando conversar com os pais. Precisamos olhar as crianças e produzir novos cidadãos”, explica Assis, sobre um dos objetivos do filme. O diretor também explica que o filme busca o questionamento sobre “que tipo de pais somos?”. E ainda: “Somos ateus demais? Normais demais? Incorretos demais?”

Para Assis, é importante que a sociedade “repense o papel dos pais”. E ressalta: “As pessoas falam constantemente que precisamos de mais escola para ter mais educação, mas se esquecem que a educação começa dentro de casa. Dos ensinamentos morais dentro do lar”. O diretor também critica a “terceirização da educação dos filhos”.

“O potencial dessas crianças pode ser usado de maneira errada se não forem bem educadas”, alerta o diretor, que analisa que vivemos num momento “crucial” de condução dessas crianças.

“Estamos fracassando em muitos momentos, mas sou otimista que vamos vencer essas etapas”, finaliza Assis.

ELENCO
A protagonista do filme é a atriz mirim Letícia Braga. Outros nomes presentes são Murilo Rosa, Fernanda Machado, Paulo Figueiredo, Eriberto Leão, Xuxa Lopes, Nizo Netto e Priscila Assum.

Veja trailer do filme:

Daniel Polcaro: