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Universidade comprova poder do passe espiritual

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O TEMPO | Ana Elizabeth Diniz

O médico prescreve remédios e a enfermagem cuida dos procedimentos que vão recuperar o corpo físico do paciente. O passe espírita, quando aplicado dentro de hospitais, funciona como uma transfusão de energias vitais (psíquicas e espirituais).

Não se trata de mera especulação. O resultado foi comprovado pelo grupo de pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, com sede em Uberaba. E mais: durante a realização do estudo, o passe espírita foi aceito pela maioria (cerca de 89%) dos pais dos recém-nascidos e familiares dos pacientes.

As pesquisas realizadas com o intuito de avaliar os efeitos do passe espírita foram realizadas em recém-nascidos e adultos hospitalizados entre 2013 e 2016.

“Em recém-nascidos, foram avaliados os níveis de estresse, por meio da análise do cortisol salivar; dor; parâmetros fisiológicos como frequências respiratória e cardíaca e saturação periférica de oxigênio; resposta hematológica; complicações; e tempo de permanência no hospital naqueles recém-nascidos submetidos ao passe espírita e à imposição de mãos, com intenção de cura, por indivíduos não passistas, durante dez minutos por três dias consecutivos”, explica Élida Mara Carneiro da Silva, 46, doutora em ciências da saúde pela Universidade Federal de São Paulo e coordenadora da Capelania Espírita do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

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Tecnologia. Com adultos, o primeiro estudo incluiu pacientes internados na enfermaria de clínica médica. Foram avaliados parâmetros psicológicos, como níveis de ansiedade e de depressão, percepção de tensão muscular e sensação de bem-estar, e dados fisiológicos, como frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, além da intensidade de dor quando submetidos ao passe espírita com e sem imposição de mãos por voluntários não passistas. Os pacientes foram monitorados durante dez minutos por três dias consecutivos.

No estudo incluindo recém-nascidos, a análise dos hemogramas foi realizada com o auxílio de um citômetro automatizado, o cortisol salivar foi medido por meio de eletroquimioluminiscência e os parâmetros fisiológicos, pelo monitor multiparamétrico. Em adultos, utilizou-se oxímetro de pulso de dedo-alvo para aferição dos parâmetros fisiológicos.

Resultados. “Nos recém-nascidos verificamos redução significativa da frequência respiratória, maior imunidade (resultado baseado no aumento da contagem de linfócitos) e menor incidência de complicações no período de hospitalização naqueles expostos ao passe espírita se comparados à imposição de mãos, com intenção de cura, por voluntários não passistas”, avalia a especialista.

Segundo ela, os adultos internados na enfermaria de clínica médica que receberam o passe espírita tiveram redução significativa dos níveis de ansiedade, de depressão e de tensão muscular, além do aumento da sensação de bem-estar.

“Em relação ao estudo de pacientes com doenças cardiovasculares, houve redução significativa nos escores de ansiedade e da percepção de tensão muscular, melhoria da sensação de bem-estar e aumento da saturação periférica de oxigênio nos participantes que receberam o passe.

O grupo que usou a imposição de mãos com intenção de cura obteve redução expressiva da tensão muscular e aumento do bem-estar, entretanto, esse resultado foi mais significativo no grupo que recebeu o passe. Ressalta-se que foi utilizada a melhor metodologia de estudo para avaliar uma intervenção, o ensaio clínico randomizado”, avalia Élida.

Aplicação atua em problemas físicos e também psicológicos

O estudo para comprovar cientificamente a eficácia do passe espírita foi realizado como terapia integrativa e complementar e foi utilizado associado aos tratamentos convencionais, não dispensando avaliação e tratamento clínico.

“Embora em nossas pesquisas os pacientes não apresentassem escores de dor, o passe espírita pode ser comparado à transfusão de sangue, que renova as forças físicas com recursos retirados do reservatório limitado (corpo físico)”, diz a doutora Élida Mara Carneiro da Silva. O passe, explica ela, pode ser considerado uma transfusão de energias vitais (psíquicas e espirituais) retiradas do reservatório ilimitado (forças espirituais) com a finalidade de recuperar as desarmonias físicas e psíquicas. Isso, diz, é feito por meio da substituição dos fluidos prejudiciais à saúde por outros benéficos que propiciam o restabelecimento e equilíbrio no funcionamento das células e do organismo.

Segundo a especialista, “as doenças da alma podem se manifestar como disfunções psicossomáticas: distúrbios emocionais ou sentimentos como raiva, ansiedade, angústia, medo ou desejo de vingança”. “Esses estados mentais são capazes de interferir no metabolismo e na dinâmica do corpo, podendo produzir sintomas ou até influenciar no surgimento e piora de doenças. Podem surgir como distúrbios comportamentais (reflexos de indivíduos que apresentam comportamentos explosivos, que não contêm seus impulsos, expressam reações de irritabilidade, revolta, agressividade)”, explica.

O estudo revelou que o passe pode promover ainda efeitos indiretos, por meio de vias intermediárias psicológicas e comportamentais, dependendo do enfermo. “A colaboração do paciente na assimilação das energias emanadas pelo passista por meio de pensamentos otimistas, do restabelecimento da saúde e de emoções positivas ajuda a neutralizar as emoções negativas. O mecanismo pode ainda ser explicado ao longo de aplicações do passe, que pode aumentar a frequência de emoções positivas e reduzir a probabilidade de estresse e outros transtornos emocionais”, comenta Élida.

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