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Orfã perde a família aos 7 anos, mas tem uma surpresa 83 anos depois

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BEST OF WEB | Bruno Piai

Se há um período da vida que a britânica May Webber gostaria de esquecer, certamente é a sua infância. Assim que perdeu os pais, quando tinha apenas 7 anos, a orfã foi obrigada a viver com um tio que, segundo ela, a maltratava. E por consequência da mudança drástica em sua vida, ela perdeu o contato que tinha com os irmãos que ela sempre buscou, mas que só encontrou – os que haviam sobrevivido ao tempo – mais de 80 anos depois.

Quando criança, May perdeu a mãe vítima de um tumor cerebral e, apenas três meses depois, viu o pai perder a batalha contra a tuberculose, que ele desenvolveu após inalar gases tóxicos durante combates na Primeira Guerra Mundial.

Ao ser adotada pelo tio, ela foi separada dos quatro irmãos: Alice, Mary, Nellie e Edward. Ela conta que o tio era ‘cruel’ e sua mulher a ‘atormentava e maltratava’. E o contato com qualquer familiar foi perdido quando ela completou doze anos e foi enviada para morar com outra família em Surrey, a oeste de Londres.

may webber

Durante muito tempo, a idosa não teve qualquer sinal de sua família. E foi graças a uma parente, Angela Doyle, que depois de anos de pesquisas, buscas em arquivos públicos e sites de ancestralidade, começaram a surgir pistas sobre o paradeiro deles.

Longe dos parentes, May seguiu a sua trajetória. E foi no País de Gales que ela começou a trabalhar como babá e se casou com o primeiro marido, David Willians, que morreu em 1984. Em 1997, novamente a britânica ficou viúva após perder o segundo marido, Geoff Webber, com quem esteve casada por dez anos.

“Tive uma infância muito infeliz e a forma de lidar com isso, desde então, foi tirar isso da cabeça o máximo possível e colocar todas as minhas energias na criação de um lar amoroso e feliz para os meus três filhos”, comentou a idosa.

Reencontro com a família

Após todo o trabalho de investigação em parceria com Angela, infelizmente May descobriu que não teria a chance de encontrar todos os irmãos. Infelizmente, o reencontro não foi mais do que todas as descobertas que fez. Mary e Edward padeceram durante a década de 1970, enquanto Alice e Nellie, com 102 e 100 anos respectivamente, morreram em 2015, com a busca em percurso. “Que pena que não tivemos progressos (na busca) mais cedo”, disse Angela.

may webber

Mas a procura pela família não foi em vão. Apesar de não ver novamente os irmãos, May teve a chance de conhecer as filhas de Alice e uma de suas netas. E estar ao lado dos parentes é um caminho para ela “preencher as lacunas de 83 anos” separados.

“Por oito décadas, fiz o que pude para não viver no passado, e agora o passado está bem aqui. Tive sentimentos contraditórios sobre reencontrá-los, mas minha família me convenceu de que seria a coisa certa a fazer e, é claro, eu tenho muito o que perguntar a eles”, finalizou May.

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