O que Divaldo Franco diz sobre o medo de morrer

O que Divaldo Franco diz sobre o medo de morrer

Por que alguns de nós possui tanto medo da morte? Seria a consciência pesada por estar atrasado com os compromissos da vida? Ou, de fato, poderia ter ligação com a maneira do desencarne no passado? Divaldo Franco chama a morte de ‘fim da etapa biológica’ e, sob o mesmo ponto de vista, a necessidade de compreendermos racionalmente a passagem para o plano espiritual.

Divaldo Franco: a morte é um fenômeno natural

‘Algumas religiões envolvem a morte em verdadeiro mistério e procuraram criar rituais para poder diminuir o impacto da morte’, observa Divaldo Franco.

Ele acredita que a morte seja um fenômeno compreensível, mas é necessário estudo e aceitação. ‘Porque nós somos espíritos imortais. Vivemos antes do berço e continuamos a vida depois do túmulo’.

‘No entanto, esse medo da morte também está ligado ao instinto de conservação da vida. Para poder preservar a vida e prolongá-la, há naturalmente um mecanismo de defesa e que nós o estruturamos nele para pouparmos uma desencarnação antes do tempo’, ressalta.

Morrer dormindo

Divaldo Franco explica, em outras palavras, que nos libertamos de muitas paixões quando perdemos os fluídos corporais. Mas no caso das mortes ‘rápidas’, ‘de repente’, é possível que o espírito sofra perturbação.

‘Essa perturbação pode durar dias, meses até anos, como é natural. O apego à matéria dá ao indivíduo uma estrutura de ‘segurança”, conta o médium.

Ou seja, ao perceber que perdeu o corpo, o espírito naturalmente passa por sentimentos diversos. Dessa forma, alcançar a sua fé, a certeza interior que a vida continua.

Livro dos Espíritos

No Livro dos Espíritos, primeira obra de Allan Kardec, a pergunta 163 responde diretamente esse tema.

Questão 163 – A alma tem consciência de si mesma imediatamente depois de deixar o corpo?

Resposta: ‘Imediatamente não é bem o termo. A alma passa algum tempo em estado de perturbação’.

Ou seja, faz parte da natureza humana — mesmo apenas em espírito — passar esse momento de reajuste no novo plano. Assim, encontra o aprendizado para mais um degrau em sua evolução. Por outro lado, podemos desde já acreditar neste momento como de aprendizado, evitando passar por essas questões após o desencarne.