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Crises… ou consequências? | VISÃO ESPÍRITA

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tristeza

CORREIO ESPÍRITA | Doris Madeira Gandres

Hoje o grande tema de veiculação, de debate, de conversa, de questionamento em todas os meios e classes sociais são as diversas crises que assolam a humanidade em todos os quadrantes deste nosso lindo planetinha azul.

No entanto, por quantas já passamos? Individual e coletivamente? E o planeta, quantas transformações, quantos abalos, quantas crises energéticas, secas, epidemias etc. etc. etc.? Mas, tanto a humanidade quanto o planeta superaram crises e dificuldades derivadas…

Agora, contudo, instalou-se uma mentalidade derrotista, desesperançada, desiludida e negativa que se alastra como erva daninha em plantação não cuidada. E quanto mais nos queixamos, quanto mais nos amedrontamos, quanto mais nos deixamos abater, efetivamente esse bolsão de vibrações e energias densas e negativas se alastra, contagia cada vez mais virulenta…

A Espiritualidade Superior tem sido pródiga em recomendações para que vibremos paz, equilíbrio, harmonia, boa vontade, no sentido de amenizarmos essa “carapaça” pesada que atualmente cobre nosso mundo. Mas parece que não ouvimos, que não entendemos, pois que, em grande maioria de criaturas, o pessimismo continua…

Acima, foi mencionada a imagem da “plantação não cuidada” – e é o que estamos fazendo, ou melhor dizendo, o que NÃO estamos fazendo: cuidar daquilo que plantamos, visto que já sabemos que será o que colheremos.

crise

Se crises se instalam, por uma razão ou por outra, vamos observar o que elas nos ensinam, aquilo que podemos extrair de bom e positivo da dificuldade, que na verdade não passa de lição e oportunidade para nos proporcionar experiência. Vamos avaliar como temos vivido e usado os bens naturais, dádivas da Criação, e mesmo aqueles que tantos descobriram e aperfeiçoaram para nosso bem-estar em geral… se não há desperdícios e abusos no rastro de nossas pegadas.

N’O Evangelho Segundo o Espiritismo (1), Kardec assinala: “Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são a consequência natural do caráter e da conduta daqueles que os sofrem (…) Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer: se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa, não estaria nesta situação”.

E ainda afirma: “Os sofrimentos consequentes são então uma advertência de que andou mal. Dão a experiência e fazem sentir a diferença entre o bem e o mal, bem como a necessidade de se melhorar, para evitar no futuro o que já foi uma causa de mágoas”.

Assim, vamos olhar com olhos de ver, vamos ouvir com ouvidos de ouvir e perceberemos muito provavelmente o que significam realmente tais crises, quaisquer sejam elas, qualquer seja o tempo em que se manifestem. Vamos encará-las sem medo, compreendendo serem sinais de alerta, alarmes para nos despertar do comodismo, da inércia, da velha pretensão de entregar a outrem a solução de nossos problema; do marasmo a que nos entregamos alojados numa zona de conforto ilusório que mais não faz do que embolorar nossos ideais, esmaecer nossos sonhos, apagar nossas esperanças; que são faróis a nos apontarem os escolhos da vaidade, do orgulho, da ambição desmedida, do egoísmo, que podem fazer naufragar a nau dessa nossa existência.

Dispomos de um vasto e fértil terreno – nossa alma imortal. Dispomos da melhor e mais pura semente jamais semeada – a semente divina, potencial crístico incomensurável que brotará, no devido tempo, depois do devido cultivo, como Espírito Puro, de Primeira Ordem – “mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal” (2).

E Kardec, com sua lucidez, acrescenta: “A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do universo; mas Deus, na sua sabedoria, quis que eles (os Espíritos) tivessem, nessa mesma ação, um meio de progredir e de se aproximarem Dele. É assim que, por uma lei admirável da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na natureza” (2).

Vimos, durante as Olimpíadas, exemplos fantásticos de superação, nem todos alcançando medalhas, mas todos esforçando-se ao máximo, cheios de fé e esperança, demonstrando que não há dificuldade material que possa nos impedir de atingir um alvo maior, o objetivo maior ansiado por nossas aspirações, a não ser nós mesmos, com nossos medos, inseguranças, pouco esforço e trabalho e falta de fé e confiança – em nós mesmos e em Deus!

Vamos então, participantes que somos dessa grande cadeia universal, aproveitar a chegada da Primavera e deixar brotar em nós a certeza de que crises e consequências são passageiras, são apenas ferramentas para o nosso despertar e para alavancar o nosso progresso espiritual.

Notas bibliográficas:

1- O Evangelho Segundo o Espiritismo, K. Allan – Cap. V, Causas Atuais das Aflições, item 4 e 5

2 – O Livro dos Espíritos, K. Allan – questões 112 e 132

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