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TEXTOS

A Bíblia proíbe conversa com os mortos?

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O TEMPO | José Reis Chaves

Um exemplo bíblico que condena o contato com os espíritos dos mortos é o das leis mosaicas (não divinas) do capítulo 18 de Deuteronômio, em que Moisés diz que não deve haver entre os judeus quem se comunique com os espíritos dos mortos.

Todo mundo está cansado de ouvir essa proibição de Moisés. E, por oportuno, lembramos que ele proibiu essa prática de contato com os espíritos, porque o povo era muito ignorante desconhecendo totalmente as instruções necessárias para isso, além de haver charlatanice entre os médiuns. As leis mosaicas são 613 e que eram uma espécie de constituição do povo judeu e que não valem para os cristãos, como muita gente ainda supõe e crendo que até uma vírgula na Bíblia é de autoria divina. E lembramos que essa proibição de Moisés, ela própria, é uma prova da comunicação entre os espíritos dos mortos e nós, pois se Moisés a proibiu, é porque ela existe, ou alguém vai dizer que Moisés era doido e proibiu uma coisa que não existe!

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Ao contrário, outra passagem mosaica, que, além de ser também mais uma das provas bíblicas de que nós podemos mesmo receber espíritos santos, ou bons, e não só maus, e que nos prova, igualmente, que as profecias podem ser feitas por espíritos, é o episódio que envolveu Heldade e Medade que recebiam espíritos e profetizavam (Números 11: 24 a 30). Ao serem eles denunciados a Moisés por Josué, Moisés os elogiou dizendo que tomara que todo o povo de Israel tivesse o dom deles, ou seja, o de receberem espíritos e profetizarem. Esse dom dos dois homens citados era o que se chama, a partir de Kardec, de mediunidade, e, para são Paulo, é o dom espiritual (do espírito santo da pessoa).

Fenômeno espírita

Mas essa passagem nunca comentada pelos líderes religiosos, pois, ela é um fenômeno espírita. Recomendamos aos queridos leitores e leitoras dessa matéria que observem esse fato de que, realmente, nunca um líder religioso fala sobre ele. E outro texto da Bíblia sobre o qual se faz, também, um grande silêncio é o episódio acontecido com o médium e apóstolo Filipe (Atos 8: 26 a 31). Ele recebeu a visita de um anjo (espírito manifestante) que lhe disse: “Dispõe-te e vai para a banda do sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. Ele se levantou e foi”. Na estrada, ele encontrou-se com um homem numa carruagem. Esse homem era um alto funcionário da rainha etíope Cadance e que estava lendo um texto do profeta Isaias e que lhe foi explicado por Filipe.

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O importante desse episódio é que Filipe recebeu um “espírito”, como está dito literalmente no versículo 29, “espírito” este que não é um espírito impuro (ainda não purificado), mas não é também o Espírito Santo trinitário dogmático ou Terceira Pessoa da Santíssima Trindade dos católicos e evangélicos. E isso nos deixa claro, também, que os apóstolos não conheciam o Espírito Santo dogmático, que, aliás, somente mais tarde, foi criado pelos teólogos trinitários. Essa passagem bíblica deixa-nos claro, igualmente, que Filipe era um médium, já que recebeu um “espírito”.

E como estamos demonstrando nessa matéria, ela é mais uma das passagens bíblicas bloqueadas, na qual, praticamente, os líderes religiosos nunca falam, pois é mais um dos exemplos de espiritismo na Bíblia! Mas os espíritas estudiosos da Bíblia conhecem-na muito bem e muito a divulgam para todo mundo, do que muito este colunista gosta também de fazer!

PS: “Presença Espírita na Bíblia”, na TV Mundo Maior, apresentado por este colunista.

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